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Bactérias Gram-negativas: as infecções oportunistas em pacientes com HIV/AIDS

21st March 2017

AIDS causadas por bactérias gram-negativasDe acordo com estimativas recentes realizadas por cientistas de Israel e do Canadá, no corpo humano há uma proporção entre as células bacterianas e humanas de aproximadamente 1,3: 1 com uma incerteza de 25% e uma variação de 53% em relação a uma população masculina padrão de 70 kg de peso. A grande maioria destas bactérias comensais reside no cólon, seguido pela pele. Algumas das bactérias que colonizam o homem podem ser consideradas prejudiciais, uma vez que têm capacidade para invadir, de produzir toxinas ou de outros factores de virulência, mas a grande maioria das bactérias da flora não estão relacionadas a qualquer patologia.

Entre as bactérias patogênicas para o homem, as bactérias Gram-negativas são especialmente estudadas devido à sua alta resistência aos antibióticos e a doenças que causam, principalmente, respiratórias, urinárias e gastrointestinais. Elas são caracterizadas por uma estrutura didérmica no seu envelope celular com duas membranas lipídicas, entre as quais se localiza uma parede celular fina de peptidoglicano. A membrana externa contém diversas proteínas, tais como porinas, que permitem a passagem das substâncias hidrofílicas e é formada na sua parte exterior por moléculas chamadas lipopolissacarídeos (LPS). A parte lipídica da molécula de LPS (lipídeo A) atua como uma endotoxina e é um importante fator de patogenicidade do microrganismo.

As infecções bacterianas, e entre estas aquelas produzidas pelas bactérias gram-negativas, têm uma maior ocorrência nos grupos de risco, principalmente nas crianças, idosos e em indivíduos com o sistema imunológico comprometido. Neste último caso, por exemplo, nos pacientes com o vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), estes patógenos encontram a oportunidade perfeita para se desenvolver.

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Entre as infecções oportunistas causadas por bactérias gram-negativas em pacientes com HIV predominam as infecções por Salmonella sp., favorecidas pelo déficit de células T de forma semelhante a infecções por Shigella sp. Os patógenos do gênero Salmonella podem ser apresentados como infecções do sistema nervoso central e bacteremia. Estas infecções são recorrentes, muitas vezes associadas a outras salmonelas não tifoides como Salmonella Enteritidis e Salmonella Typhimurium. A primeira foi encontrada causando infecções do trato urinário, tais como cistite hemorrágica, prostatite, orquite bilateral e pode aumentar a sua frequência em pacientes com histórico de cálculos renais ou tumores concomitantes, tal como ocorre em pessoas não necessariamente imunodeprimidas.

Dentro da família Enterobacteriaceae, são encontradas as infecções por Escherichia coli, do tipo recorrente, especialmente em crianças. As infecções por Klebsiella pneumoniae foram encontradas associadas com abcessos cerebrais. As infecções por Campylobacter sp., persistentes ao nível gastrointestinal e como bacteremia secundária.

Outros agentes causadores de infecções em pacientes imunodeprimidos, com frequência significativa, são os bacilos gram-negativos não fermentadores. Predomina a bactéria Pseudomonas aeruginosa, encontrada causando ectima gangrenosa na região nasal, otite externa maligna em crianças soropositivas para o HIV e infecções de tecidos moles, representada por úlceras de decúbito. É seguida pelo Burkholderia cepacia, um patógeno de grande importância clínica, causador frequente de pneumonia e altamente resistente aos antibióticos.

Relacionados com infecções oportunistas em pacientes soropositivos para o HIV, se encontram: Enterobacter cloacae, Serratia marcescens e Klebsiella oxytoca; todos causando infecções nosocomiais. Por último e entre outros exemplos, Neisseria meningitidis, em portadores assintomáticos do meningococo na nasofaringe, pode causar infecção respiratória em associação com outros micro-organismos, como Streptococcus pneumoniae.

No esforço de estudo dos cientistas para descobrir novos antibióticos e vacinas, é exposto um papel preponderante dos LPS. Vinculando o HIV à Salmonella, descobriu-se que o sangue de pessoas soropositivas continha uma grande quantidade de anticorpos para a bactéria, mas que se ligavam aos lipopolissacarídeos desta, desviando assim o sistema imune da região correta da membrana externa. Este feito introduziu pistas para o atual desenvolvimento de uma vacina segura e eficaz contra a Salmonella não tifoide, que também beneficia outros grupos atingidos pela salmonelose.

No entanto, são necessários mais investimentos e inovação em pesquisa e desenvolvimento desta e de outras vacinas, antibióticos e testes diagnósticos. Para isso, a marca PYROSTAR™ da Empresa Wako, coloca à disposição os reagentes de laboratório como o Teste Único Limulus PS capaz de medir a endotoxina nas amostras lipofílicos dissolvidas em etanol, kits PYROSTAR™ ES-F com e sem controle padrão de endotoxina (CPE) para a detecção qualitativa por gel-clot ou quantitativa através de métodos cinéticos-turbidimétricos. Por outro lado, acessórios desenvolvidos para as pesquisas em LPS como a Série BioClean®, ponteiras de pipetas sem endotoxina para uso com o

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Bibliografia:

1) Ramírez, M. L. (1998). Archivos de Bronconeumología, 34(5).

2) Guarner, F. (2002). Nutrición Hospitalaria, XVII(Sup.2), 7-10.

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4) Marcano Lozada, M. J., Pineda Andrade, R. E., Landaeta Martínez, J. M., & Montes de Oca, J. (2003). Informe Médico, 5(5), 155-74.

5) OMS. (Agosto de 2013). Nota descriptiva Nº 139.

6) R. Tejero García, J. M. (Julio de 2003). Anales de Medicina Interna, 20(7).

7) Sender, R. F. (2016). Cell, 164(3), 337-340.

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Por: Lisa Komski Em: Kit LAL